O que vem depois do desenvolvimento?

2 05 2008

Parece que já podemos todos observar que as populações mais densas tiveram sempre de passar por uma organização política que acabou condenando-as à finalidade de necessitar difundir tecnologias e fazer guerras para manter um patamar de desenvolvimento. Um processo que embora tenha sido o principal motor das principais invenções técnicas, difusões tecnológicas e estruturas organizacionais que fundamentaram a sociedade moderna. É também um ciclo vicioso que disfarça uma fórmula sistematicamente utilizada por várias civilizações, para que se tornassem dominantes, em momentos diferentes da evolução humana.

Primeiro ocorre a divisão do trabalho da população depois o nascimento da burocracia que causa o surgimento de uma nova camada populacional, sedentária, com enorme necessidade de centralizar o poder, conquistar novos territórios e descobrir novos produtos, que tornem a sociedade mais competitiva com relação as outras.

O que vem depois disso para a sociedade? Li um livro que me fez pensar no assunto:

DIAMOND, Jared. Armas, Germes e Aço: os destinos das sociedades humanas. Rio de Janeiro. Editora Record. 2006

Jared Mason Diamond iniciou sua carreira na área de fisiologia, ampliando seu campo para as áreas da biologia, da geografia e da ecologia. Professor de Fisiologia desde 1966, na Escola de Medicina da Califórnia – UCLA, hoje pesquisa ali [3], Geografia e Sociedade Humana, e Biogeografia.

A reflexão que desenvolve neste livro explica como os fatos ocorridos nos últimos cinco séculos, podem ser enxergados dentro de um processo interligado de conquistas, de disseminação de epidemias, de práticas de genocídios e de miscigenação cultural, que provocaram as atuais desigualdades do mundo moderno. Ao mesmo tempo, este processo é conseqüência de outros processos naturais da evolução humana que começaram há mais de treze milênios atrás, através das práticas de cultivo de plantas e da domesticação de animais e hoje culminam numa sociedade global.

Armas, Germes e Aço: os destinos das sociedades humanas realiza uma associação da história da produção dos excedentes de alimentos com a geografia dos fluxos migratórios e seus impactos biológicos e associa diversas metodologias científicas e abordagens de diferentes áreas. Assim, revela que as ciências modernas, poderiam ser um caminho para a integração de conhecimentos em diversas áreas. Beneficiando a populações de todos os eixos, com seus níveis de desenvolvimento, dentro de uma perspectiva não-excludente, abundante.

A Diversidade entre as regiões ao longo da história é um dos fios condutores deste livro. Se a espécie humana se distinguiu dos gorilas, um dia, também os grupos de seres humanos se diferenciaram entre si, em função das regiões onde se estabeleceram, ao longo da evolução humana, e principalmente desde a era glacial. Diamond volta sete milhões de anos no tempo para oferecer uma visão de que toda a humanidade evoluiu biologicamente a partir de um mesmo princípio: a adaptabilidade.

A adaptabilidade aparece através do processo que cada povo viveu dentro de um determinado tipo de condições ambientais, ou dependo exclusivamente da natureza, ou dependendo do desenvolvimento permanente de novos conhecimentos técnicos e tecnológicos para produzir e estocar alimentos e manufaturas. Estes dois diferentes processos gerariam demandas diferentes de organização social, uma integrada e outra mais expansiva. Foi assim que em alguns locais específicos do mundo, surgiriam centros independentes de produção de alimentos, que se desenvolveram ao longo dos últimos sete mil anos. E assim, as primeiras ferramentas, armas, máquinas, divisão de trabalhos, trocas, hierarquias, línguas, arquiteturas, e por aí em diante.

Estes centros independentes de produção de alimentos viriam também acompanhados um determinado comportamento com relação à ecologia, decorrente de uma produção extensiva. A ausência de consciência ambiental, um conceito muito recente, causaria um esgotamento do território em zonas com natureza frágeis, estimulando uma necessidade de expansão. A questão da produção de alimentos parece ser a principal explicação para os fluxos migratórios, guerras e até mesmo para o desenvolvimento e decadência dos povos ao longo da história. Por isso, o tema é amplamente exposto, no livro, a partir de cinco fatores interligados:

* O primeiro fator é a descoberta de que a África e a Austrália apresentaram uma variedade menor de plantas cultiváveis e de animais domesticáveis comparada com a região da Europa e Ásia.
* O segundo fator é que isso gerou uma vantagem que daria a esta última região, mais elementos para incentivar as migrações e a difusão de conhecimentos.
* O terceiro fator acontece por este tipo de vantagem ter impulsionado as expansões migratórias cada vez mais longe, disseminando também conhecimentos que cedo se transformaram em formas de dominação e motivos para confrontos.
* O que se apresenta no quarto fator, é que a questão do tamanho de uma região e de sua população eram elementos relevantes para o nascimento de grandes civilizações, unidas ou competitivas, que reuniam as vencedoras e com as vencidas.
* O quinto fator é que as grandes populações que tiveram maior capacidade de difusão de conhecimentos, por gerarem mais inventores.

Armas, Germes e Aço: os destinos das sociedades humanas ganhou o prêmio Pulitzer em 1998, foi traduzido em 25 línguas e ganhou também um Prêmio da National Geographic Society, que realizou um filme a partir dele [1] que foi transmitido numa televisão de Londres no programa PBS. Em nosso país o livro é recomendado [2] como referência para alunos e educadores do ensino escolar graças por sua exposição acessível do “complexo jogo da evolução das sociedades”.

Este livro também apresenta um panorama interessante de idiossincrasias de pessoas que delinearam a história, como Confúcio, Cristo, Lênin, Martin Luther King, Maomé, Hitler, Alexandre o grande, o imperador Pachacuti, Guilherme o conquistador e o rei zulu Shaka. Mas de alguma forma não aproveita a ocasião para sugerir o investimento na atividade científica de pesquisa biográfica. O que me parece seria o mais coerente para estimular futuras pesquisas sobre algumas vidas que mudaram o curso da história, como promete em seu livro. Afinal, no mundo moderno, grande parte do repertório cultural que forma a mentalidade da sociedade globalizada vem da indústria audiovisual, o maior veículo de assimilação de valores ideológicos e estéticos profundamente instaurados em grupos e comunidades.

Mesmo se fica a impressão, ao final da leitura do livro, que cumpre seu papel de ultrapassar teses de cunho evolucionista e desmistifica a elaboração de teses anti-racistas em diversas áreas. O livro não anuncia o que vem após este ciclo vicioso que envolve o desenvolvimento. O que vem depois do desenvolvimento, para mim, são pessoas especiais. Pessoas que mudam a vida de muitas pessoas e assim de todo o destino da humanidade. Que relação elas têm com a evolução humana?

[1] Guns Germs and Steel. Disponível em: <http://www.pbs.org/gunsgermssteel/>, acesso em 28/03/2008.

[2] Portal Aprende Brasil. Livros recomendados. Disponível em:

http://www.aprendebrasil.com.br/recomenda/novorecomenda/livros.asp?IDLivro=23854>, acesso em 28/03/2008.

[3] UCLA – Department of Geography. Disponível em:

<http://www.geog.ucla.edu/people/faculty.php?lid=3078&display_one=1&modify=1>, acesso em 28/03/2008.





America | Cannes Water Symposium

1 11 2007

Fui convidada para ser a nova representante do Cannes Water Symposium na América do Sul.

Saiba mais sobre a delegação 2008 aqui





Agriculture et développement en Amérique du Sud

25 06 2007

La taille du Brésil par rapport à l’Europe

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Fonte: http://hist-geo.ac-rouen.fr/doc/ddc/brs/brs.htm#2





Forêt Atlantique Brésilienne – Vera Patury

4 07 2005

Présentation

Lors de la première réunion mondiale sur l’environnement de la planète, à Stockolm, en 1972, les scientifiques et les spécialistes en environnement ont informé aux gouvernements la necessité d’investissements en Éducation à l’environnement, dans le sens de gérer le développement d’une nouvelle forme de rapport entre l’homme et la planète.

Le projet Forêt Atlantique Brésilienne Paysages, realizé pour la première fois en 1999, en Italie, établit une approche artistique, dans le sens de créer une rencontre entre l’éducation à l’environnement et la diversité culturelle et sociale de la communauté.

En 1500, lors du début de l’occupation portugaise au Brésil, la Forêt Atlantique Brésilienne s’étendais sur toute la côte du pays, sur une surface de près d’un million et trois cents milles mètres carrés. Actuellement, menacée de dispariton, elle est reduite à seulement quatre vingt milles mètres carrés, sept pour cent de sa surface originale. Le projet Forêt Atlantique Brésilienne, a pour but d’augmenter la prise de conscience de la fragilité des recours naturels, et la necessité d’assimiler des valeurs écologiques adequats pour préserver la vie sur Terre.

Dans un esprit métaphorique, nous introduisons une réflexion plus profonde, en nous inspirant par une relation harmonieuse de tants d’espèces qui vivent dans la Forêt Atlantique Brésilienne. Nous recherchons l’attention à ces questions, l’acceptation des diversités humaines et le développement de la responsabilité sociale des participants.
Conçu par la artiste et especialiste en environnement Vera Patury, ce projet a déjà compté avec la participation d’environ vingt cinq milles personnes, dans plusieures villes du Brésil et de l’étranger.

Le Projet

Le projet artistique et éducatif, Forêt Atlantique Brésilienne Paysages, propose la reconstruction symbolique de la Forêt Atlantique Brésilienne, dans le but d’induire le public à comprendre par l’art, l’importance de sa preservation. En développant des activités de prise de conscience, et difusion de connaissances, dans le but de contribuer au développement durable et à l’éducation à l’environnement dans les écoles. L’action commence lors la production et préparation du matériel nécessaire, (artistique, éducatif et de diffusion). Ensuite, la réalisation de l’exposition avec le montage de l’installation Forêt Atlantique Brésilienne, de la artiste Vera Patury. Pendant l’étape de préparation, les groupes de participants sont reçus dans l’espace, et entourés de sons, vidéos, images et informations, dans une expérience sensorielle de la forêt.


Dans un second moment, ils sont dirigés aux ateliers de tissage et invités à créer leur vision de forêt, avec l’appui de moniteurs et d’éducateurs, en faisant usage de machine à tisser primitives faits avec des fios naturels, teints dans les couleurs de la forêt.
Les groupes s’échangent les machine à tisser, et le matériel produit par les participants, progressivement se réunit dans la construction d’une énorme installation collective, au tour de l’installation iniciale de l’artiste.
Cet “Work in Progress” dure environ deux semaines et sera ouvert à la visitation publique, avec présentation de vídeos et sons, pendant plus de quatre semaines.
Invitation à l’interactivité, artistique et afective, qui entoure les participants et les rend sensibles, ce projet permet la naissance d’un sentiment de responsabilité et participation dans la vie de notre planète.

Parcours


Le projet Forêt Atlantique Brésilienne Paysages, a été realizé pour la première fois en 1999, à Reggio Emilia, ville de réference en éducation en Italie. Le nombre de participants s’éleva à 600 personnes, avec une majorité d’étudiants, outre des professeurs et des associations diverses, répresentant environ treinte étnies. La participation communautaire a été importante, et la préfecture locale, a construit un site sur le projet, de plus que l’artiste a été oficiellement invitée à retourner en Italie. Le résultat médiatique a été la diffusion de plusieurs articles dans les journaux et des interviews dans les chaînes de la télévision locale.

Au Brésil, le projet a été réalisé en premier dans le Musée Imperial, entre autres, à Rio de Janeiro, et ensuite à Sion Paulo, au SESC, centre de réference en art contemporain, en 2001. L’année suivante, toujours dans l’état de Sion Paulo, dans la ville de Itú, le résultat de la prise de conscience a augmenté la perception des problèmes locaux. Ce qui a pu gérer la formation d’un accord entre des entreprises, dans l’intention de récuperer des forêts tropicales, en collaboration avec la préfecture et l’Ong SOS Forêt Atlantique Brésilienne.
L’on calcule que dans sa totalité, ces évènnements aient déjà touchés cinq mil participants.
Le projet EAU, sur la valorization et prise de conscience sur cette ressource première, a commencé en 2003 à Rubiera, en Italie, avec la participation d’environ milles élèves du système écolier public, les subventions de l’Agenda 21. Ensuite, une présentation dans le Congrès International Water for Peace, realisé aussi en Italie, en Septembre de 2003, avec les subventions cette fois ci du Secretariat d’environnement et de la Préfecture locaux.
Durant la même année, Forêt Atlantique Brésilienne et EAU, ont parcouru 24 villes de l’état de São Paulo, durant six mois, où 20.000 enfants sont rentrés dans les 2 tentes itinérantes.





Articulação

5 06 2005

Resumo do projeto

A Terra era Azul

A artista plástica e ambientalista Vera Patury, idealizadora do projeto A Terra era Azul, foi convidada pela organização do VII Symposium Internacional da Água, a se apresentar em Cannes, em junho de 2005, sendo indicada pelo Adido Cultural Francês, para o Prêmio Cultural do evento.

O projeto A Terra era Azul, será iniciado em Macaé, Rio de Janeiro, em 5 de junho de 2005, Dia Internacional do Meio Ambiente.

Durante duas semanas, serão realizadas oficinas de arte, com apoio de palestras e recursos áudio visuais sobre a Água , sua importância e como contribuir para a sua proteção, com a participação de 1200 crianças, que tecerão em grupos, uma Instalação Coletiva, uma enorme Cachoeira, que será exposta durante o mês de junho.

A seguir,todo o material artístico,será preparado para a viagem para Cannes, onde será realizada montagem da exposição e Instalação A Terra era Azul com a realização de oficinas, abertas para os estudantes, congressistas e visitantes.

O material produzido, em Cannes, será finalizado, acrescentado ao material trazido do Brasil,e será criada uma Nova Instalação Coletiva, realizada pelos participantes, simbolizando o envolvimento da comunidade internacional, na preservação da Água.

Serão distribuídos folders, com material educativo em francês, inglês e português.

Por Vera Patury

Resultado

http://www.macae.rj.gov.br/noticias/mostranot.asp?id=2292