CLIPPING – GIM

13 11 2008

Grupo de performers faz estréia no Fórum

LOUISE PERES
Jornalismo do FCC/UFRJ

Artistas do Grupo de Interação MilaSan apresentam, na quarta, 19 de novembro, a performance SMS, trabalho baseado em técnicas de improvisação. Quatro performers estabelecem interações corporais entre si e diálogos com o público, criando um ambiente cênico e sonoro.

A performance, que marca e estréia do grupo, questiona o confronto entre as novas tecnologias e os antigos valores, provocando reflexões sobre o diálogo entre a arte e a sociedade, estabelecendo paralelos com a união entre o feminino e o masculino que existe nos seres humanos. A apresentação, que acontece às 18h30 no Átrio do Fórum de Ciência e Cultura, terá a duração de 21 minutos. A entrada é franca.
“Vivemos num momento em que o novo e o antigo se confrontam e dialogam como nunca antes na história da humanidade. Este diálogo altera as relações sociais e se reflete na arte contemporânea através de uma busca que ainda não encontrou seu destino”, explica MilaSan, artista integrante do grupo, especializada em performance multimídia, técnicas de improvisação e em processos de criação.

Segundo a performer, o público é convidado a participar e ao longo da apresentação se torna parte integrante do trabalho num ritual de batismo que transforma o cotidiano em um tema lúdico e divertido. ”Nossos objetivos têm a ver com tornar o público consumidor de arte mais participativo, não só na arte, como na vida social. Esta é a nossa busca. Porque acreditamos que a arte, através da performance, seja um caminho para sensibilizar a sociedade”, diz.

O grupo é formado por pessoas de vários campos de atuação e diversas idades. Além de MilaSan, são integrantes  os artistas Oyama Pancotti, que desenvolve pesquisas sobre apresentações artísticas de rua e novas formas de compartilhamento de conhecimento no campo das Artes Cênicas; Paula Linn, que trabalha a saúde do corpo como sustentação para a criação e o discurso e, através da acrobacia aérea, pilates, hatha yoga e danças populares, estimula a consciência corporal; Myriam Haensel, terapeuta que explora novos padrões de comunicação e produz objetos de arte com materiais orgânicos, buscando novos tons de evolução comportamental através da dança, da ecologia e das terapias corporais; e Moara de Anandeua, especializada em canto e dança africanos, desenvolve pesquisas sobre a consciência anímica.

Segundo MilaSan, o mais interessante de todo o trabalho é o fato deste ser baseado em técnicas de improvisação. Ninguém sabe o que será apresentado a 100% e, o que for realizado, nunca mais será repetido da mesma forma. “Eu acredito que a nossa arte esteja a caminho do seu público. E esta é uma reflexão perfeita para a estréia de um grupo de pesquisa artística, a real pesquisa que anda muito rara no mercado. Somente assistindo será possível entender realmente no que consiste este trabalho”, conclui a artista.