Presente lindo do poeta Lucky Leminsky

8 07 2009

Camila

Santo

é  o canto

do mar profundo

olhos nos olhos

num acalanto

com este

e outros

mundos





CLIPPING – GIM

13 11 2008

Grupo de performers faz estréia no Fórum

LOUISE PERES
Jornalismo do FCC/UFRJ

Artistas do Grupo de Interação MilaSan apresentam, na quarta, 19 de novembro, a performance SMS, trabalho baseado em técnicas de improvisação. Quatro performers estabelecem interações corporais entre si e diálogos com o público, criando um ambiente cênico e sonoro.

A performance, que marca e estréia do grupo, questiona o confronto entre as novas tecnologias e os antigos valores, provocando reflexões sobre o diálogo entre a arte e a sociedade, estabelecendo paralelos com a união entre o feminino e o masculino que existe nos seres humanos. A apresentação, que acontece às 18h30 no Átrio do Fórum de Ciência e Cultura, terá a duração de 21 minutos. A entrada é franca.
“Vivemos num momento em que o novo e o antigo se confrontam e dialogam como nunca antes na história da humanidade. Este diálogo altera as relações sociais e se reflete na arte contemporânea através de uma busca que ainda não encontrou seu destino”, explica MilaSan, artista integrante do grupo, especializada em performance multimídia, técnicas de improvisação e em processos de criação.

Segundo a performer, o público é convidado a participar e ao longo da apresentação se torna parte integrante do trabalho num ritual de batismo que transforma o cotidiano em um tema lúdico e divertido. ”Nossos objetivos têm a ver com tornar o público consumidor de arte mais participativo, não só na arte, como na vida social. Esta é a nossa busca. Porque acreditamos que a arte, através da performance, seja um caminho para sensibilizar a sociedade”, diz.

O grupo é formado por pessoas de vários campos de atuação e diversas idades. Além de MilaSan, são integrantes  os artistas Oyama Pancotti, que desenvolve pesquisas sobre apresentações artísticas de rua e novas formas de compartilhamento de conhecimento no campo das Artes Cênicas; Paula Linn, que trabalha a saúde do corpo como sustentação para a criação e o discurso e, através da acrobacia aérea, pilates, hatha yoga e danças populares, estimula a consciência corporal; Myriam Haensel, terapeuta que explora novos padrões de comunicação e produz objetos de arte com materiais orgânicos, buscando novos tons de evolução comportamental através da dança, da ecologia e das terapias corporais; e Moara de Anandeua, especializada em canto e dança africanos, desenvolve pesquisas sobre a consciência anímica.

Segundo MilaSan, o mais interessante de todo o trabalho é o fato deste ser baseado em técnicas de improvisação. Ninguém sabe o que será apresentado a 100% e, o que for realizado, nunca mais será repetido da mesma forma. “Eu acredito que a nossa arte esteja a caminho do seu público. E esta é uma reflexão perfeita para a estréia de um grupo de pesquisa artística, a real pesquisa que anda muito rara no mercado. Somente assistindo será possível entender realmente no que consiste este trabalho”, conclui a artista.





Sobre cultura, tecnologia e a sociedade

28 08 2008





Ano começando com boa nova

5 01 2008

Mexe Q Mexe, uma experiência vocal que compartilhei no Overmixter, da plataforma Overmundo é hoje um dos áudios mais votados do site!

O Dj Gel já fez duas intervenções uma neste áudio que chamou de Gigiomix Amandtempassa.mp3 e outra no Kung Fu, que chamou de GelmixinMilaSanKgfu.mp3. Em breve estarão no meu myspace e no ning. Confiram.

Para quem quiser usar o material também, tem todas as informações sobre o creative commons em: http://www.overmundo.com.br/overmixter/media/people/camilasanto

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Alteridade Brasil Europa

6 07 2007

 

 

 

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França Antártica

 

Migrations

 

Uma performance-instalação de Camila Santo

 

 

 

 

 

08 de JULHO 2007

 

Bienal de Arte Contemporânea de Dieppe

 

França

 

 

Apoio: Ministério da Cultura

 

(veja o catálogo virtual da exposição)

 

 

 

 

 

 

 

 

 





Orixas

10 12 2006

Entra a série africana, que vem trazer as raízes da memória. A identidade que se perpetua através das forças da natureza. A mutação da personalidade. A família que o destino nos traz. A humanidade que construímos. A pessoa que somos.





Articulação

5 06 2005

Resumo do projeto

A Terra era Azul

A artista plástica e ambientalista Vera Patury, idealizadora do projeto A Terra era Azul, foi convidada pela organização do VII Symposium Internacional da Água, a se apresentar em Cannes, em junho de 2005, sendo indicada pelo Adido Cultural Francês, para o Prêmio Cultural do evento.

O projeto A Terra era Azul, será iniciado em Macaé, Rio de Janeiro, em 5 de junho de 2005, Dia Internacional do Meio Ambiente.

Durante duas semanas, serão realizadas oficinas de arte, com apoio de palestras e recursos áudio visuais sobre a Água , sua importância e como contribuir para a sua proteção, com a participação de 1200 crianças, que tecerão em grupos, uma Instalação Coletiva, uma enorme Cachoeira, que será exposta durante o mês de junho.

A seguir,todo o material artístico,será preparado para a viagem para Cannes, onde será realizada montagem da exposição e Instalação A Terra era Azul com a realização de oficinas, abertas para os estudantes, congressistas e visitantes.

O material produzido, em Cannes, será finalizado, acrescentado ao material trazido do Brasil,e será criada uma Nova Instalação Coletiva, realizada pelos participantes, simbolizando o envolvimento da comunidade internacional, na preservação da Água.

Serão distribuídos folders, com material educativo em francês, inglês e português.

Por Vera Patury

Resultado

http://www.macae.rj.gov.br/noticias/mostranot.asp?id=2292





Mitos Brasileiros

15 09 2004


Fire’s brazilian myth

 

Ícones da Mitologia brasileira

O Brasil é um país de identidade mestiça. Aqui se cruzaram culturas e crenças de três continentes. Três raças que hoje coexistem, miscigenadas. Mitos Brasileiros são os personagens que foram narrados em crenças populares durante a história do Brasil, mesmo antes da colonização.

O que é mito ?

O mito há de ser sempre um desafio, uma abertura, um enigma. De sentido múltiplo e difuso, é através dele que as sociedades exprimem suas contradições, dúvidas e inquietações. Que verdades podemos encontrar neles? Quais suas possíveis origens e interpretações?

Everardo rocha em O que é mito?

Baseando-se numa verdadeira pesquisa etnográfica, cromática e semiológica do imaginário indígena, africano e europeu no Brasil, propõe-se aqui criar ícones dos personagens que compõem a mitologia brasileira, sejam eles espíritos da natureza ou orixás, santos ou monstros, deuses ou amazonas, ou o que Roland Barthes definiria humildemente como “palavra”.

(…)Ao tom monocórdio dos urungos monótonos, o negro constava sua gesta milenar. E também animais e homens esplêndidos ressurgiram para a vida americana perdendo-se nas florestas(…). A vastidão dos matos, dos rios, dos chapadões desolados, as caatingas, de vegetação rala do litoral, cheiroso de cajueiros, não estava vazia de entidades poderosas e ardentes. Deuses e duendes, sem processo litúrgico, sem oblação ritual, sem certeza em sua finalidade, infixos e terríveis, protetores e maus, invisíveis e presentes, corriam entre os troncos de cem anos, deixando rastros n’alma assombrada dos indígenas.

Luis da camara cascudo em Geografia dos Mitos Brasileiros.





NoMusic – Libération

10 12 2003
.Digitales Performance
Nomusic, la révolution sonorePar Annick RIVOIRE

vendredi 06 décembre 2002

 
       
   

Nomusic Tournament du 10 décembre à 19 heures (GMT + 1) au 11 décembre à 19 heures sur http://www.nomusic.org/

epousser les limites de la performance, défier ces règles qui stipulent qu’un spectacle a besoin d’une scène et de spectateurs. Nomusic, plateforme mobile audio très libre, boucle mardi et mercredi son «tour du monde électronique des flux audio expérimentaux en réseau» par une quatrième révolution terrestre de sets sonores en direct du Web. Vingt-quatre heures pour 24 sources émettant de zones géographiques distinctes, soit un marathon du streaming, orchestré par Carl. Y et laboîteblanche, deux purs rejetons de la culture réseau. Ni musiciens, ni informaticiens, encore moins artistes au sens productiviste du terme, ces deux-là seraient plutôt plasticiens sonores. En tout cas des chercheurs de «nouvelle musique», dit laboîteblanche, ou «plutôt d’une nouvelle position par rapport à la musique», amende Carl.Y

Le brun et le blond, tous deux alsaciens, se sont rencontrés online, comme deux mouches attirées par le même pot de miel, en l’occurrence l’esprit des Zones autonomes temporaires (les TAZ) à la Hakim Bey (1). «Nous lâchons un flux, à chacun ensuite de l’utiliser.» Leur concentré de culture digitale utilise la matière sonore et le streaming pour une expérience live radicale, puisque sans autre possibilité d’écoute : Nomusic refuse d’archiver ces sessions. Internet, pourtant immense base de données, véhicule trop d’«informations mortes» et Nomusic n’entend pas le «polluer» davantage, explique laboîteblanche. Pour «être des switcheurs humains, des passeurs, des émetteurs libres», ces orfèvres du Net en appellent à l’esprit des radios libres.

La quatrième édition du Tournament, propose donc 24 lives en provenance de Strasbourg, Tokelau (Polynésie), Bruxelles, Wellington (Nouvelle-Zélande), Philadelphie (Etats-Unis) ou Francfort. Côté son, il n’est pas sûr que l’ensemble soit des plus mélodieux : entre Camila Santo, brésilienne «mulâtre performeuse interbiographe» (comme elle se définit), l’Audiolab, le studio son de la Villa Arson à Nice, et Carl. Y et laboiteblanche, qui mixent le «son du réseau», les scanners des fréquences radio captées en direct sur l’Internet (les échanges des polices, services d’urgence, aéroports ou amateurs), la palette sonore sera forcément éclatée. Peu leur chaut, à nos deux performeurs, puisqu’il s’agit de fêter «un an d’audit à travers le réseau mondial». Ne reste plus qu’à inventer la catégorie musicale «Net-son»….

(1) La TAZ, Zone autonome temporaire, est en ligne et en version française (www.lyber-eclat.net/lyber/taz.html) ou en librairies aux éditions de l’Eclat, mai 1997, Paris.